segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Prevencionistas relembram a importância do SESMT e do profissional Técnico de Segurança do Trabalho

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho é celebrado há 24 anos pelo Sintesp

Por ACS/ Alexandra Rinaldi em 01/08/2018
No dia em que se celebra o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho, profissionais da área prevencionista relembraram na manhã de sexta (27), em evento coordenado pelo Sintesp e com a parceria da Fundacentro, a importância do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, o SESMT.
Criado em 27 de julho de 1972, década em que o Brasil liderava os altos índices de acidentes do trabalho, o SESMT é considerado um modelo 100% brasileiro, que exigiu dos profissionais um novo olhar para a maneira de se fazer a segurança e a saúde no trabalho no país. Tem como objetivos, promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no ambiente de trabalho.
Representantes da Associação Brasileira para Prevenção dos Acidentes (ABPA), Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest), Fundacentro, Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado de São Paulo (Sintesp), Associação Nacional de Enfermeiros do Trabalho (Anent) e Obesst, instituições com mais de 50 anos de atuação na área prevencionista, falaram dos rumos da SST no país, da presença do Técnico de Segurança do Trabalho junto ao trabalhador do chão de fábrica, da importância de retomar o protagonismo do SESMT e melhorar a cultura de segurança no país.
“A mesa aqui composta representa a história do prevencionismo no Brasil”, disse Leonidio Ribeiro Filho (Presidente da Obesst). Para o engenheiro, professor e profissional ativo da área de SST, é necessário que as normas regulamentadoras passem por uma revisão urgente e que a grande ferida para o equacionamento do risco reside na educação.
Outro elemento para que a SST no país tome novos rumos foi apontado por Marcos Antonio Almeida Ribeiro (o Marquinhos), do Sintesp, entidade coordenadora do evento. Para ele, deve haver mais união entre os profissionais da SST e menos falas “terceirizadas”, referindo-se ao grande número de gestores que desconhecem o que é prevencionismo. “Não basta ter indicação política, mas precisamos de alguém com o nosso DNA para legislar em nossa causa, caso contrário perderemos nosso espaço”, observou.
Para a Enfermeira do Trabalho e membro da Diretoria Executiva Nacional da Anent, Marinete Floriano Silva, o profissional de SST deve participar mais ativamente das CIPA´s e do ambiente de trabalho. A profissional relembra seu aprendizado com os Técnicos de Segurança do Trabalho e enfatiza a necessidade de não deixar o SESMT morrer dentro das empresas.
“Deixar um lastro”. Esta foi a mensagem que o Presidente em Exercício da Fundacentro, Robson Spinelli Gomes deixou. Para ele, daqui a 50 anos serão outros rostos que serão lembrados referindo-se à galeria de presidentes da Fundacentro.
Spinelli lembrou a missão institucional de capacitar pessoas e promover o intercâmbio de informações técnico-cientificas, bem como a importância das demais instituições presentes no cenário da SST. “Parabenizo a comemoração do Sintesp neste dia da prevenção e reforço sempre o compromisso que temos com as pessoas na área de SST, pois lidamos com a vida de trabalhadores”, colocou.
Outro recado foi dado pelo Presidente da Federação Nacional dos Técnicos em Segurança do Trabalho (Fenatest), Armando Henrique, aos profissionais Técnicos de Segurança do Trabalho presentes no evento. “A nova geração aqui presente terá que compreender como abraçar a tecnologia e entender que SST depende de conjuntura política”, reforçou o técnico.
Já para o Presidente da Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes (ABPA), Nilton Perez, a SST passa primeiramente pela sensibilização para que possa haver conscientização. Nilton lembra que o profissional de SST não pode estar presente em todos os ambientes de uma indústria, e desta maneira, fazer SST é acreditar em si, no próximo e fazer da proteção um sentimento coletivo.
Aos profissionais, com carinho
Para homenagear a categoria profissional de Técnico de Segurança do Trabalho, o engenheiro Leonidio Ribeiro entregou o Brasão da Engenharia de Segurança do Trabalho aos Técnicos de Segurança do Trabalho, Marquinhos (Sintesp), Henrique Carês da Isoplastic Indústria e Comércio Ltda e Solange Miguel do Grupo Saúde e Vida.
Após a mesa de abertura e entrega do prêmio, o palestrante, Dermeval Warner Bastos Junior apresentou o tema “Percepção de riscos – como desenvolver a cultura da prevenção” e “Cultura de segurança”.
Fonte: http://www.fundacentro.gov.br/noticias/detalhe-da-noticia/2018/8/prevencionistas-relembram-a-importancia-do-sesmt-e-do-profissional-tecnico-de-seguranca-do

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Matemática - Geometria Espacial Pirâmide.

01 - Um enfeite em formato de pirâmide regular e de base quadrada tem o lado da base medindo 10 cm e a altura de 30 cm. Qual é o volume em cm³ dessa pirâmide?
a) 300.
b) 690.
c) 830.
d) 950.
e) 1.000.
________________________________________________________
02 - Uma pirâmide regular é construída com um quadrado de 6 m de lado e quatro triângulos iguais ao da figura abaixo.
prova resolvida ibge 2016 questao 48

O volume dessa pirâmide em m³ é aproximadamente:
(A) 84;
(B) 90;
(C) 96;
(D) 108;
(E) 144.

sexta-feira, 16 de março de 2018

Perda com acidentes e doenças do trabalho chega a R$ 264 bi


Brasília/DF - De 2012 até 2017, cerca de 15 mil trabalhadores não voltaram para casa, no Brasil, entrando para a estatística de vítimas de acidentes de trabalho fatais. "Além da perda de mais de 15 mil vidas humanas, são 2.500 famílias que ficam órfãs a cada ano devido à negligência de empregadores que não consideram o trabalho seguro como condição para o trabalho digno", alertou o procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, durante apresentação dos números atualizados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho (observatoriosst.mpt.mp.br/), na manhã desta segunda-feira (5).

No mesmo período, foram quase 4 milhões de acidentes e doenças do trabalho, gerando um gasto maior que R$ 26 bilhões somente com despesas previdenciárias e 315 milhões de dias de trabalho perdidos. "Segundo estimativas globais da OIT, acidentes e doenças de trabalho implicam em perda anual de cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em números de 2017, a R$ 264 bilhões", revela o procurador do Trabalho Luís Fabiano de Assis, responsável pelo observatório. 

Para Ronaldo Fleury, a ferramenta, que é alimentada automaticamente por meio de cruzamento de dados públicos, permite ao próprio governo elaborar políticas públicas mais dirigidas e eficazes na área da saúde e da segurança do trabalho. "Um país que esconde a sua realidade é um país fadado ao fracasso. Precisamos reconhecer nossas fragilidades para termos melhores condições de trabalho em um meio ambiente mais seguro para todos", destacou o PGT.

O novo diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Martin Hahn, e a diretora da OIT na área de gestão do trabalho e inspeção em saúde e segurança do trabalho, Nancy Leppink, prestigiaram a apresentação dos dados atualizados, assim como o ministro interino dos Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, e a ministra do TST Delaíde Alves Miranda.

Participaram, ainda, do evento: a vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ana Cláudia Monteiro e o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT, Leonardo Osório.

Ranking - Segundo o observatório, a maior parte dos acidentes entre 2012 e 2017 foram causados por máquinas e equipamentos (15%), atividade em que as amputações são 15 vezes mais frequentes e que gera três vezes mais vítimas fatais que a média geral. Para o procurador Luis Fabiano de Assis, "os dados demonstram a carência de medidas de proteção coletiva e de políticas de prevenção específicas para máquinas e equipamentos".

Os profissionais que atuam no atendimento hospitalar são os que mais sofrem acidentes (10% dos casos), em especial aqueles que trabalham na enfermagem e na limpeza. As principais ocupações atingidas são: alimentadores de linha de produção, técnico de Enfermagem, faxineiro servente de obras e motoristas de caminhão.

Diante do cenário pós reforma trabalhista, o procurador Luis Fabiano de Assis afirma também que "é preciso fazer uma análise relativa dos dados". Apesar de os registros de acidente de trabalho em 2017 (574.053 CATs) serem menores que os de 2016 (585.982 CATs), a acidentalidade não mudou. "Se considerarmos o número médio de empregos com carteira assinada em cada ano analisado, verificamos que o total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores formais não caiu, sendo de 1760 em 2016, e de 1761 em 2017", explica o procurador.

No ranking geral, os estados de São Paulo (37%) e de Minas Gerais (10%) lideram as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs), e os gastos com afastamentos previdenciários são maiores em São Paulo (23,34%) e em Santa Catarina (10,11%). O ranking completo pode ser acessado na aba "Achados", com informações por estado e por municípios, inclusive das despesas previdenciárias realizadas.

Compliance - Na oportunidade, também foi apresentada uma nova ferramenta que mapeia 35 milhões de estabelecimentos em todo o país, por meio da combinação de dezenas de bancos de dados oficiais, para uso dos procuradores do MPT e dos empregadores. "O objetivo é traçar um raio-x das empresas no campo das relações do trabalho, envolvendo todos os atores responsáveis pela busca do trabalho decente", conta o procurador Luis Fabiano de Assis.


Fonte:  Procuradoria Geral do Trabalho 

Publicada ISO de gestão de Segurança e Saúde Ocupacional


A norma ISO 45001:2018 - Sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional - Requisitos com orientação para uso, acaba de ser publicada. O documento fornece um conjunto robusto e efetivo de processos para melhorar a segurança do trabalho nas cadeias de suprimentos globais. Projetado para ajudar organizações de todos os tamanhos e indústrias, espera-se que a nova norma internacional reduza lesões e doenças no local de trabalho em todo o mundo.

De acordo com cálculos de 2017, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,78 milhões de acidentes mortais ocorrem no trabalho anualmente. Isso significa que, todos os dias, quase 7.700 pessoas morrem de doenças ou ferimentos relacionados ao trabalho. Além disso, há cerca de 374 milhões de lesões e doenças não fatais relacionadas ao trabalho a cada ano, muitas delas resultando em ausências prolongadas no trabalho. 

A ISO 45001 espera mudar isso. Ela fornece às agências governamentais, à indústria e a outras partes interessadas uma orientação eficaz e útil para melhorar a segurança dos trabalhadores em países de todo o mundo. Por meio de uma estrutura fácil de usar, ela pode ser aplicada tanto em fábricas quanto em parceiras e instalações de produção, independentemente da sua localização.

David Smith, presidente do comitê da ISO/PC 283, que desenvolveu a ISO 45001, acredita que a nova Norma Internacional será uma verdadeira mudança para milhões de trabalhadores: "Espera-se que a ISO 45001 leve a uma grande transformação nas práticas no local de trabalho e reduza o trágico número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em todo o mundo". A nova norma ajudará as organizações a fornecer um ambiente de trabalho seguro e saudável para os trabalhadores e os visitantes, melhorando continuamente a performance de Segurança e Saúde Ocupacional.

Smith acrescenta: "Os responsáveis pela elaboração das normas se uniram para fornecer uma estrutura para um ambiente de trabalho mais seguro para todos, seja qual for o setor em que você trabalha". Mais de 70 países participaram diretamente da criação deste importante documento, desenvolvido pelo ISO / PC 283 - Sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional, que tem como secretaria do comitê, a British Standards Institution (BSI). 

Como a ISO 45001 foi projetada para se integrar com outros padrões de sistemas de gerenciamento ISO, garantindo um alto nível de compatibilidade com as novas versões da ISO 9001 (gestão da qualidade) e ISO 14001 (gestão ambiental), as empresas que já implementam um padrão ISO terão mais facilidade ao decidirem implantar a ISO 45001.

A nova norma de Saúde e Segurança Ocupacional baseia-se nos elementos comuns encontrados em todas as normas de sistemas de gerenciamento da ISO e usa um modelo simples de Plan-Do-Check-Act(PDCA), que fornece uma estrutura para que as organizações planejem o que precisam implementar para minimizar o risco de danos. As medidas devem abordar preocupações que podem levar a problemas de saúde a longo prazo e ausência no trabalho, bem como aqueles que dão origem a acidentes.

A ISO 45001 substituirá a OHSAS 18001, referência anterior do mundo para saúde e segurança no local de trabalho. As organizações já certificadas na OHSAS 18001 terão três anos para cumprir a nova norma ISO 45001, embora a certificação de conformidade com a ISO 45001 não seja um requisito da norma.

O Forum de Acreditação Internacional (International Accreditation Forum - IAF) desenvolveu os requisitos de migração para ajudar as organizações certificadas, órgãos de certificação, órgãos de credenciamento e outras partes interessadas a se prepararem.

Fonte: ABNT 

terça-feira, 6 de março de 2018

Taxa de acidentes de trabalho é 34% maior na área de saúde

Seminário “Saúde na Saúde” discutiu condições de trabalho e riscos de doenças ocupacionais em hospitais
Brasília – Um estudo feito pela União Europeia apontou que a taxa de acidentes de trabalho na área de saúde é 34% maior do que em outros setores. O dado foi apresentado durante o seminário “Saúde na Saúde”, realizado nessa quarta-feira (28), na Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), em Brasília. O objetivo é orientar profissionais que atuam no segmento sobre os riscos de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais em hospitais. O evento foi realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Durante a abertura, o coordenador nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas na Administração Pública (Conap) do MPT, Cláudio Gadelha, ressaltou a importância do evento para mostrar o outro lado do “caos” na saúde pública: o dos profissionais que atuam na área. “Muitos se esquecem de enfatizar a situação precária e de exposição a altos riscos desses trabalhadores, em especial nas unidades públicas de saúde. O projeto Saúde na Saúde faz um contraponto a essa realidade”.
A mesa de abertura também teve participação do procurador-geral do MPT, Ronaldo Fleury, que destacou a importância do evento para reduzir o número de subnotificações de acidentes de trabalho.
Segundo o procurador-geral, o índice de ocorrências não comunicadas no Brasil chega a 90%, o que requer mais ações de conscientização e treinamento de trabalhadores em unidades hospitalares. “O objetivo do MPT é fazer a diferença para que nós tenhamos um meio ambiente de trabalho sadio no sistema hospitalar e que os trabalhadores voltem para casa exatamente da mesma forma que deixaram suas casas, ou seja, saudáveis”, enfatizou.
De acordo com a vice-coordenadora da Conap, Carolina Mercante, o setor é o que mais apresenta notificação de doenças ocupacionais. Para a procuradora o cenário atual desses profissionais é preocupante devido às jornadas extenuantes e o mau dimensionamento quadro de pessoal nos hospitais, o que resulta em sobrecarga de trabalho e mais riscos tanto para o profissional quanto para o paciente.
Durante o evento, foi exibido o teaser de uma série de dez vídeos sobre o tema com o objetivo de alertar os profissionais do setor sobre os riscos presentes nas diversas atividades da rotina hospitalar.
Também estiveram presentes na mesa de abertura o presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ângelo Fabiano Farias da Costa, a diretora da OIT no Brasil, Anne Posthuma, o superintendente regional do Trabalho no Distrito Federal, Maurício Moreira Júnior, o representante da secretaria de Saúde do Distrito Federal, Ricardo Theotônio Nunes de Andrade e o comandante logístico do Hospital das Forças Armadas, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.
Programação – O seminário contou com três painéis com participação de especialistas de diversas áreas. Durante a primeira mesa, a especialista da OIT em Genebra Nancy Leppink explicou sobre experiências e normas internacionais voltadas a saúde e segurança do trabalho.

De acordo com a representante da OIT, um estudo conduzido pela União Europeia apontou que a taxa de acidentes de trabalho na área de saúde é 34% maior do que em outros setores. Outro dado preocupante apresentado pela especialista é o alto índice de violência no ambiente de trabalho. Segundo Nancy, mais de 50% dos profissionais de saúde já sofreu algum tipo de agressão no trabalho.


Outro problema apontado pela procuradora é a diminuição do controle das normas de segurança, o assédio moral e as jornadas excessivas decorrentes da ampla terceirização presentes nos hospitais. "Nosso projeto tem cunho pedagógico, então neste primeiro momento queremos explicar para a sociedade e para os profissionais da saúde quais as principais causas de acidentes e doenças ocupacionais e como evitá-las", explicou.
O debate também contou com o professor de economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Vitor Araújo Filgueiras, que discutiu a conjuntura econômica, as novas leis trabalhistas e os impactos às normas de saúde e segurança do trabalho.
A segunda mesa teve a participação do procurador do MPT no Rio Grande do Norte Afonso de Paula Pinheiro Rocha, que falou sobre as inspeções realizadas em hospitais públicos de Natal no âmbito do projeto Saúde na Saúde. Completaram a mesa representantes do Ministério da Saúde Flávia Ferreira de Sousa e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador no Distrito Federal (Cerest/DF) Cláudia Castro Bernardes Magalhães.
Fechando a programação, o auditor-fiscal do Trabalho Ricardo de Oliveira, que discutiu os principais aspectos e desafios da fiscalização do trabalho em hospitais, e a enfermeira do Hospital das Forças Armadas (HFA) Arilandia Dantas de Morais, que apresentou boas práticas de saúde e segurança no setor.
Fonte: MPT

MPT: Acidente de trabalho mata uma pessoa a cada 4h30 no País

Desde o começo de 2017, ao menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia, vítima de acidente de trabalho. O dado é do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e cujos resultados atualizados foram apresentados hoje (5).
Com base em informações disponibilizadas por vários órgãos públicos, o observatório estima que, entre o começo do ano passado e as 14h de hoje, foram registradas 675.025 comunicações por acidentes de trabalho (CATs) e notificadas 2.351 mortes.
Ainda de acordo com o observatório, entre 2012 e 2017, a Previdência Social gastou mais de R$ 26,2 bilhões com o pagamento de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, auxílios-acidente e pensões por morte de trabalhadores. Além disso, com base em cálculos da OIT, o procurador do trabalho e co-coordenador do laboratório de gestão (SmartLab de Trabalho Decente), Luís Fabiano de Assis, afirma que o país perde, anualmente, 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes de "práticas pobres em segurança do trabalho".
Segundo Assis, no ano passado, estas perdas gerais à economia com acidentes de trabalho foram equivalentes a cerca de R$ 264 bilhões. Para os procuradores do trabalho, os números "alarmantes" são apenas a "ponta do iceberg", não representando a real dimensão do problema. Assis ainda acrescenta que as notificações não vem caindo. "Quando analisamos o número de [trabalhadores] expostos [ao risco de acidente], o número de contratos de trabalho existentes, o número de acidentes não caiu em comparação a 2016. Ele se manteve estável".
Setores
Setorialmente, as notificações de acidente de trabalho foram mais frequentes no ramo hospitalar e de atenção à saúde, público e privado, onde foram registradas 10% das CATs. Na sqeuência aparecem o comércio varejista (3,5%); a administração pública (2,6%); Correios (2,5%) e a construção (2,4%), seguido pelo transporte rodoviário de cargas (2,4%). Entre os profissionais mais vitimados estão os que trabalham em linhas de produção; os técnicos de enfermagem; faxineiros; serventes de obras e motoristas de caminhões. Quem trabalha em contato com máquinas e equipamentos tem mais chances de se acidentar e de sofrer ferimentos mais graves.
Segundo Assis, o objetivo do MPT e da OIT ao divulgar os dados não é expor os empregadores, mas sim estimular as discussões sobre como reduzir os riscos de acidentes do trabalho. "Os acidentes de trabalho envolvem um problema de saúde pública, econômico e previdenciário - em um momento em que se discute a necessidade de reformar [alterar as regras da] Previdência Social. Há perdas de vidas, perdas para as famílias, para a economia e um aumento do número de ações na Justiça", ponderou o procurador. Ele lembrou que, mundialmente, discute-se os ganhos de produtividade resultantes da redução do número de acidentes e de afastamentos.
O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, enfatizou que os índices de acidentes laborais e de adoecimentos em função do trabalho são extremamente preocupantes. Fleury ainda comentou que a maioria dos acidentes não são notificados, contrariando a legislação trabalhista. "É importante que as empresas, os trabalhadores e o próprio governo se conscientizem. Que as políticas públicas sejam direcionadas para garantir que os trabalhadores possam voltar para casa vivos e saudáveis", disse Fleury, criticando a "cultura" de que o trabalhador acidentado deixa de ser responsabilidade dos empregadores para se tornar um problema da Previdência Social.
"Temos demonstrado que, em muitas áreas, estes acidentes ocorrem por descumprimento de normas de segurança e saúde por parte das próprias empresas. Tecnicamente, não poderiam sequer ser classificados como acidentes de trabalho, mas sim como acidentes que ocorrem por culpa das empresas", comentou Fleury, explicando que o MPT e a Advocacia-Geral da União (AGU) tem buscado, na Justiça, responsabilizar as empresas pelo pagamento de pensões e benefícios previdenciários. "Não é justo toda a sociedade arcar com estas despesas", finalizou o procurador-geral.
Fonte: MPT.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Ministério do Trabalho reconhece 19 novas ocupações

O Ministério do Trabalho atualizou, nesta segunda-feira (19), a lista da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). Foram incluídas 19 novas atividades profissionais (veja tabela abaixo). Com as inserções, o número de ocupações reconhecidas no Brasil chega a 2.685. 
A CBO é um documento que retrata a realidade das profissões no mercado de trabalho. Sua atualização acompanha o dinamismo das ocupações, levando em conta mudanças nos cenários tecnológico, econômico, cultural e social do país. Seus dados alimentam as bases estáticas de trabalho e servem de subsídio para a formulação de políticas públicas de emprego. 
O reconhecimento de uma ocupação é feito após um estudo das atividades e do perfil da categoria. Durante o processo, são realizadas oficinas com os trabalhadores. A coordenadora da CBO no Ministério do Trabalho, Cláudia Maria Virgílio de Carvalho, explica que o reconhecimento da ocupação é uma construção entre o governo e a sociedade. Ela destaca a importância de ouvir todos os envolvidos, inclusive os trabalhadores. “Quem melhor pode falar sobre uma ocupação é quem desempenha a função”, pondera. 
As atualizações da CBO atendem a demandas da sociedade, entidades governamentais, conselhos federais, associações, sindicatos, empresas, instituições de ensino e trabalhadores autônomos. A solicitação de inclusão pode ser feita a partir de mobilização coletiva ou por e-mail (cbo.sppe@mte.gov.br). Nos dois casos, é necessário o envio de documentos com informações referentes à ocupação. 
Também foi publicada nesta segunda-feira uma atualização de conteúdo das ocupações da família de porteiros e vigias. O objetivo foi readequar o texto de acordo com as atividades desses profissionais.

Confira as novas ocupações reconhecidas pela CBO

Nova Ocupação
Família da Ocupação
 Engenheiro de Logística
Registrador de Câncer
Amarrador e Desamarrador de Embarcações
Polícia Legislativa
Instalador de Sistemas Fotovoltaicos
Rejuntador Cerâmico
Profissionais de Relações Governamentais e Institucionais
Assistente de direção (TV)
Continuísta
Diretores de Programação
Diretores de Produção
Diretor artístico
Coordenador de programação
Assistente de operações
Supervisor de operações (mídias audiovisuais)
Supervisor técnico (mídias audiovisuais)
Sonoplasta
Analista musical
Diretor de imagem (TV)


Fonte: Site MTE