terça-feira, 29 de agosto de 2017

O que é Síndrome do Túnel do Carpo?

Síndrome do Túnel do Carpo é um problema ocasionado pela compressão do nervo mediano que passa por um canal estreito no punho denominado de Túnel do Carpo. Esta compressão que ocorre é ocasionada pelo aumento das estruturas que passam, ou pelo túnel ou pelo seu espessamento.
Esta doença ocorre, principalmente, com pessoas que realizam movimentos repetidos durante os trabalhos manuais. Além disso, a síndrome pode ser ocasionada pelas alterações hormonais, como menopausa e gravidez, e por isso ocorre com maior incidência nas mulheres entre 35 a 60 anos.

1) Causas da síndrome do Túnel do Carpo

Sindrome do Tunel do Carpo causas
Para entender como ocorre a síndrome do túnel do carpo, é preciso entender como funciona a área. O nervo mediano fé responsável por fornecer a sensação e movimento ao lado da mão em que está o polegar.
Já a região do punho, pelo qual os nervos chegam até a mão, é chamada de túnel carpal. Esse túnel normalmente é estreito, e por isso, a compressão do nervo pode ocasionar dor, formigamento ou fraqueza.
A Lesão do Esforço Repetitivo (LER) é uma das principais causas da síndrome do túnel do carpo, já que a lesão é ocasionada pelos movimentos repetitivos, como a digitação ou prática de um instrumento musical. Porém existem outras causas para a Síndrome, como traumas, inflamações, questões hormonais e medicamentosas.

2) Sintomas da síndrome do Túnel do Carpo

Sindrome do Tunel do Carpo
Os principais sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo são:
  • Dor.
  • Choque.
  • Dormência.
  • Formigamento.
  • Perda da destreza nas mãos.
Por utilizarmos as mãos principalmente no turno da manhã, a dor é maior pela noite, nas pessoas que sofrem com a síndrome. A dor pode, inclusive, irradiar até o ombro. De acordo com especialistas, em 60% dos casos há a possibilidade de ocorrer a síndrome do túnel de carpo nas duas mãos.

3) Tratamentos para a síndrome do Túnel do Carpo

Sindrome do Tunel do Carpo tratamento
O principal tratamento para o alívio dos sintomas das pessoas que sofrem com a síndrome é o repouso frequente, onde se evita sobrecarregar as mãos com atividades que possam pior os sintomas sofridos.
Quando a síndrome está grave pode ser necessário realizar uma cirurgia para cortar o ligamento do carpo e aliviar a pressão sobre o nervo afetado. Um especialista da área pode inclusive auxiliar no alívio das dores, indicando o tratamento com fisioterapeutas que são especializados em tratar a Síndrome e também a LER.
Nos demais casos, os principais tratamentos são:
a) Aplicação de compressas geladas sobre o pulso – Este tipo de tratamento ajuda a reduzir o  e aliviar a sensação de picadas e formigamento nas mãos;
b) Utilização de uma munhequeira – A munhequeira pode auxiliar na imobilização do pulso, principalmente para o alívio das dores das pessoas enquanto dormem;
c) Ingestão de remédios anti-inflamatórios – Alguns anti-inflamatórios, como  ou , auxilia na redução da inflamação no pulso e aliviar os sintomas de quem sofre com a síndrome;
d) Injeção mensal de corticoides no túnel do carpo – As injeções devem ser indicadas por especialistas e costumam auxiliar na redução do inchaço do local e no alívio das dores e do desconforto. A injeção costuma proporcionar o alívio dos sintomas durante o mês.
Fontes:

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Dor nas costas é a principal causa de afastamento do trabalho

Fonte: Ministério do Trabalho 

Dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias. No ranking de auxílios-doença concedidos pelo INSS, ela aparece em primeiro lugar. Em 2016, 116.371 pessoas tiveram que se ausentar do emprego por no mínimo duas semanas por essa razão. Isso representa 4,71% de todos os afastamentos. O segundo motivo que mais afastou trabalhadores no ano passado foram fraturas de perna e tornozelo, seguidas das de punho e mão.

Os dados apontam que não são as atividades pesadas que mais afastam trabalhadores com dores nas costas e sim o serviço público, onde há um grande número de pessoas realizando funções repetitivas. Em segundo lugar estão as atividades relacionadas ao comércio varejista, em especial supermercados, seguidos dos ramos hospitalar, de construção de edifícios e transporte rodoviário de cargas.

A coordenadora-geral de Fiscalização e Projetos do Ministério do Trabalho, Viviane Forte, diz que que nessas atividades consideradas mais leves, as dores nas costas são menos evidentes do que na construção civil, por exemplo, porém também são graves. "No comércio, a dorsalgia é comum nas pessoas que trabalham como estoquistas, porque elas levantam caixas, fazem movimentos de agachar e levantar e acabam não prestando atenção na postura. Esse mesmo descuido ocorre com quem trabalha em escritório por muito tempo sentado na mesma posição", explica.

Assim como ocorre com doenças como estresse e depressão, é difícil diagnosticar se as dores nas costas são causadas pela atividade profissional ou por algum outro problema externo. Mas Viviane entende que, independentemente da causa original, a postura no trabalho influencia no adoecimento. "As pessoas passam muito tempo do seu dia no trabalho. Se não tiverem o devido cuidado na maneira de se sentarem e realizarem suas atividades, ou se não respeitarem as pausas necessárias ao longo da jornada de trabalho, vão adoecer, independentemente de como e onde tenha surgido a dor", alerta.

Principais motivos de afastamento
Categoria - Frequência
Dorsalgia - 116.371
Fratura da perna, incluindo tornozelo - 108.727
Fratura ao nível do punho e da mão - 93.507
Fratura do antebraço - 74.322
Fratura do pé (exceto do tornozelo) - 70.383
Outros transtornos de discos intervertebrais - 68.515
Lesões do ombro - 64.491
Leiomioma do útero - 62.220
Episódios depressivos - 52.308
Colelitíase - 51.802
Fratura do ombro e do braço - 51.717
Hérnia inguinal - 50.307
Transtornos internos dos joelhos - 48.029
Varizes dos membros inferiores - 43.694
Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos do joelho - 35.432
Outros transtornos ansiosos - 32.972
Apendicite aguda - 29.895
Sinovite e tenossinovite - 28.349
Hérnia umbilical - 27.020
Mononeuropatias dos membros superiores - 25.449
Outros - 1.334.285
Total - 2.469.795

Fonte: Sistema Único de Benefícios

Ramos de atividade onde mais ocorrem afastamentos por dorsalgia
Classe - Frequência
Administração pública em geral - 5.145
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados - 2.852
Atividades de atendimento hospitalar - 2.751
Construção de edifícios - 2.487
Transporte rodoviário de carga - 2.276
Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas - 1.769
Limpeza em prédios e em domicílios - 1.769
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, municipal e em região metropolitana - 1.496
Comércio varejista de ferragens, madeira e materiais de construção - 1.413
Confecção de peças do vestuário, exceto roupas íntimas - 1.144
Atividades de associações de defesa de direitos sociais - 1.023
Atividades de teleatendimento - 952
Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios - 934
Abate de suínos, aves e outros pequenos animais - 896
Serviços de catering, bufê e outros serviços de comida preparada - 835
Fabricação de açúcar em bruto - 815
Atividades de serviços prestados principalmente às empresas não especificadas anteriormente - 815
Hotéis e similares - 780
Atividades de Correio - 733
Comércio varejista de outros produtos novos não especificados anteriormente - 715
Condomínios prediais - 710
Atividades de vigilância e segurança privada - 682
Comércio de peças e acessórios para veículos automotores - 611
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - minimercados, mercearias e armazéns - 587
Serviços de engenharia - 513
Locação de mão-de-obra temporária - 482
Fabricação de móveis com predominância de madeira - 472
Comércio varejista de produtos de padaria, laticínio, doces, balas e semelhantes - 460
Comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário - 457
Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações - 451
Construção de rodovias e ferrovias - 449
Comércio varejista de combustíveis para veículos automotores - 447
Comércio varejista especializado de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo - 445
Fabricação de álcool - 417
Abate de reses, exceto suínos - 416
Fabricação de produtos cerâmicos não-refratários para uso estrutural na construção - 399
Coleta de resíduos não-perigosos - 398
Bancos múltiplos, com carteira comercial - 392
Obras de engenharia civil não especificadas anteriormente - 386
Transporte rodoviário coletivo de passageiros, com itinerário fixo, intermunicipal, interestadual e internacional - 384
Comércio varejista especializado de móveis, colchoaria e artigos de iluminação - 377
Comércio atacadista de bebidas - 368
Incorporação de empreendimentos imobiliários - 355
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo - 349
Fabricação de artefatos de material plástico não especificados anteriormente - 343
Serviços especializados para construção não especificados anteriormente - 333
Montagem de instalações industriais e de estruturas metálicas - 328
Atividades de organizações religiosas - 322
Fabricação de artefatos de concreto, cimento, fibrocimento, gesso e materiais semelhantes - 320
Comércio a varejo e por atacado de veículos automotores - 315
Outros - 71.803
Total - 116.371

Fonte: Sistema Único de Benefícios

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Drogaria é condenada a adequar as condições ergonômicas dos operadores de caixa em mais de 150 lojas

Fonte: MPT/Minas Geais 

Minas Gerais - Em ação civil pública (ACP) do Ministério Público do Trabalho (MPT), ajuizada em março de 2011, a Drogaria Araújo foi processada pelo descumprimento de normas de proteção e saúde do trabalhador, e com vistas a adequar as condições em seu meio ambiente de trabalho, de acordo com a lei.

Na sentença, proferida no último dia 03 de julho pela justiça do Trabalho, dentre as obrigações impostas, a empresa deverá estabelecer parâmetros e diretrizes mínimas para adequação das condições de trabalho dos operadores de checkout, de acordo com modelo de posto de trabalho elaborado por empresa especializada em ergonomia, bem como elaborar análise ergonômica do trabalho (AET), da atividade do operador de checkout, de todas as suas lojas, considerando as particularidades da organização do trabalho de cada estabelecimento

A empresa deverá, ainda, elaborar Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional — PCMSO, contemplando todas as exigências das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, além de disponibilizar e recomendar o uso de bancos para os vendedores que atuam próximos aos balcões de venda.

"A decisão é um importante vetor para a proteção da saúde e da segurança dos trabalhadores que se ativam na lojas da drogaria, pois determina a adoção de diversas obrigações para coibir a exposição dos trabalhadores aos riscos ergonômicos existentes no meio ambiente de trabalho da empresa. Além disso, determina que seja feito o controle médico da saúde dos trabalhadores, a fim de se evitar a ocorrência de adoecimentos", ressalva o procurador que atua no caso, Antonio Carlos Pereira.

A verificação do cumprimento das obrigações poderá ser feita diretamente por analistas periciais do Ministério Público do Trabalho ou pelos auditores fiscais do Ministério do Trabalho.

A Drogaria Araújo S/A também foi condenada a pagar o montante de R$ 200 mil por danos morais coletivos, revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), em sentença foi proferida pelo juiz Pedro Paulo Ferreira, da 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte.

Porto de Paranaguá reduz acidentes de trabalho em 56%

Fonte: Agência de Notícias do Paraná 

Paranaguá/PR - No Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho, 27 de julho, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) comemora a redução em 56% no número de ocorrências desde 2015. A queda é fruto de ações contínuas de prevenção e fiscalização que foram padronizadas e intensificadas desde 2015 junto a terminais, empregados, empregadores, operadores e visitantes.

"Todo o trabalho é executado com base no Regulamento de Gestão Integrada, documento criado por meio da Ordem de Serviço 133/2016, que estabelece condutas adequadas para a segurança das pessoas e a proteção do meio ambiente", afirmou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Os dados indicam que as ações têm cumprido o propósito e devem ser permanentes no dia a dia das atividades portuárias. Segundo Dividino, o objetivo da Appa é envolver cada vez mais pessoas na conscientização sobre ações de segurança no trabalho, não apenas nesta semana, mas todos os dias do ano", acrescentou.

FISCALIZAÇÃO - Todas as atividades na área portuária são fiscalizadas e acompanhadas por uma equipe formada por 8 técnicos e um engenheiro de segurança do trabalho. Além disso, em vários pontos da faixa portuária, placas sobre condutas seguras alertam os motoristas sobre ações necessárias à sua segurança.

Quem executa tarefas no cais precisa ter um kit de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) composto por capacete, botas especiais, luvas, máscara, protetores de ouvido e óculos, entre outros itens, dependendo da natureza do serviço e do local onde é executado.

O acesso a essa área também é monitorado e autorizado apenas com registro biométrico. Sinalizações padronizadas indicam locais de risco e normas a serem seguidas, entre elas o limite de 30 quilômetros por hora para veículos que transitam na faixa.

QUALIDADE - Para o gerente operacional do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), Manoel Rubens de Magalhães Filho, a segurança no trabalho tem sido cada vez mais reforçada e isso influencia diretamente na qualidade dos serviços prestados. "Essas ações mostram que quando as condições de trabalho melhoram, os resultados positivos vêm. E quanto mais segura é uma atividade mais qualidade ela tem", disse.

TRABALHO EM ALTURA - Os funcionários que trabalham a dois metros de altura ou mais recebem uma atenção especial. Uma plataforma elevada, com itens que envolvem cinto e corda, garante a execução do trabalho de forma tranquila e segura, de acordo com as normas brasileiras.

SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE - Além da prevenção de acidentes, outra preocupação é com a qualidade da saúde das comunidades local e portuária, a curto, médio e longo prazo. Por isso, juntamente com ações de preservação da natureza há monitoramentos periódicos sobre a emissão de fumaças, intensidade dos ruídos, entre outros. Campanhas de educação e conscientização também são promovidas com trabalhadores, moradores e alunos que visitam os portos.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Trabalho e Prevenção

Nanotecnologia é tema da Nona edição do Seminário Trabalho e Prevenção.

Por Wesley Fernandes sob supervisão de Cristiane Reimberg em 14/07/2017
A Fundacentro do Rio de Janeiro promove o “Seminário Trabalho e Prevenção – Nanotecnologia”, que será realizado no dia 31 de Julho, às 14h, no auditório do Palácio da Justiça do Trabalho. O prédio fica localizado na Avenida Presidente Antonio Carlos, 251 – Centro – RJ.
Realizado a cada dois meses, a nona edição do seminário tem como propósito promover a difusão de conhecimento em relação à nanotecnologia e proporcionar um debate maior sobre o assunto. O seminário é aberto a profissionais e estudantes de segurança e saúde no trabalho.
“O assunto não é totalmente novo, mas hoje existe o interesse e a grande preocupação da manipulação e produção destes materiais pelos trabalhadores e até mesmo pelos consumidores”, afirma a médica da Fundacentro/RJ, Maria Fátima Viegas, que coordena o evento.
A nanotecnologia pode ter implicações na vida dos trabalhadores. “Estes materiais por serem muito pequenos, escala nanométrica de 0 a 100 nanômetros, podem causar muitos efeitos adversos à saúde pela facilidade de penetração em vários órgãos do ser humano”, aponta Viegas.
A médica explica que “um material perfeitamente seguro para ser manuseado em tamanho maior pode facilmente penetrar na pele na forma de nanopartícula ou se tornar um aerossol e entrar no organismo por via respiratória”.
Todas essas discussões serão aprofundadas no seminário, que contará com duas palestras. Às 14h10, o engenheiro químico do Instituto Nacional de Tecnologia - INT, Fábio Moysés Lins Dantas, abordará questões a respeito da “Produção e Aplicação de Produto Contendo Nanotecnologia”. A segunda será realizada às 15h20 e o tema “Nanotecnologias: riscos, toxicidade e modos potenciais de controle de exposição” será ministrado pelo médico e pesquisador da Fiocruz, William Waissmann.

Redução de Acidentes

Redução de acidentes é prioridade do Ministério do Trabalho.

O setor rodoviário tem sido uma das prioridades do Ministério do Trabalho (MTb) para garantir saúde e segurança para o trabalhador. Os números de acidentes de trabalho na área ainda são altos, mas o órgão tem desenvolvido diversas ações para minimizar esses índices. Uma delas é a campanha de fiscalização deste ano, que mapeou as rodovias brasileiras de norte a sul do país, autuando empresas por descumprir a legislação.
“É estarrecedor constatar que 15% das vítimas fatais por acidente do trabalho são motoristas de caminhão, seja atuando em empresas cuja atividade principal é o transporte, seja transportando mercadorias para empresas de outros ramos da economia. São muitos óbitos concentrados em uma só categoria profissional”, salienta a secretária de Inspeção do Trabalho, Maria Teresa Jensen.
De 2011 a 2015, o transporte rodoviário de cargas foi responsável por 81.997 acidentes de trabalho, uma média de mais de 17 mil acidentes por ano no setor, que acumulou 1.503 acidentes fatais, segundo dados do Anuário Estatístico da Previdência SociaL 2015 (disponível no link).
“Estes números alarmantes estão diretamente relacionados a aspectos da organização do trabalho”, afirma o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “Jornadas excessivas, pausas insuficientes e longos períodos de afastamento da família, entre outros fatores, contribuem de forma nefasta e decisiva para a ocorrência de acidentes nas estradas e nós estamos combatendo essa prática”, acrescenta.
Nos últimos cinco anos, segundo estatísticas da Previdência, morreram aproximadamente 2.780 trabalhadores do transporte terrestre, e 5.400 sofreram acidentes que deixaram sequelas permanentes. Entre todos os setores, o de transporte figura em primeiro lugar em mortes e o segundo em incapacidades permanentes.
Preocupado com essa situação, o Ministério do Trabalho criou um grupo especial de fiscalização do trabalho em transportes, o Getrac, que utiliza metodologia diferenciada para a identificação de irregularidades trabalhistas, sobretudo aquelas relacionadas à jornada dos trabalhadores do setor.
Desde a criação do grupo já foram fiscalizadas as principais empresas de transporte rodoviário de cargas do país, cooperativas de transporte e embarcadores, que são os grandes contratantes do serviço de transporte no país. “A Secretaria de Inspeção do Trabalho realiza constantes fiscalizações no setor, através do trabalho da auditoria fiscal presente nas unidades descentralizadas do Ministério do Trabalho”, enfatiza a secretária.
Ministério do Trabalho
Assessoria de Imprensa

SEGURANÇA DO TRABALHO

Auditores são treinados para fiscalização de trabalho estrangeiro.

Para melhor atender e proteger o grande contingente de estrangeiros que têm ingressado no país pelos estados da região Norte nos últimos anos, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) e a Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho realizaram eventos de capacitação de auditores fiscais do Trabalho no Amazonas e em Roraima, em 11 e 12 de julho. As iniciativas também tiveram o objetivo de preparar o servidores locais para o aumento na demanda por carteiras de trabalho, seguro-desemprego e outros e produtos e serviços do Ministério do Trabalho para os estrangeiros.
Segundo a secretária de Inspeção, Maria Teresa Jensen, a ideia é preparar auditores e servidores locais para atendimento aos imigrantes que chegam ao Brasil, especialmente os venezuelanos, cujo ingresso no país aumentou muito nos últimos anos. “Precisamos nos preparar para, dentro das competências do Ministério do Trabalho, atender adequadamente à população”, afirmou.
Auditores e servidores dos dois estados, onde a entrada dos imigrantes tem sido mais frequente, receberam orientações sobre as fiscalizações e o melhor atendimento ao trabalhador estrangeiro. O estado de Roraima recebeu no ano passado mais de 2 mil pedidos de refúgio de cidadãos venezuelanos, e, em 2017, já foram emitidas mais de 3 mil carteiras de trabalho na Superintendência Regional do Trabalho (SRT/RR).
“Discutimos, nos encontros, a realização de operativos nos dois estados para fiscalização das condições de trabalho dos imigrantes, especialmente no que refere à informalidade e ao combate ao trabalho infantil”, informou o diretor de Fiscalização, João Paulo Ferreira Machado, presente aos eventos, juntamente com a diretora do Departamento de Segurança e Saúde, Eva Patrícia Gonçalo Pires, e o coordenador de Imigração, Luiz Alberto Matos dos Santos.
Ministério do Trabalho
Assessoria de Imprensa

NR - 12

Portaria altera Norma Regulamentadora nº 12


Data: 10/07/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção 

Brasília/DF - A alteração da Norma Regulamentadora (NR) nº 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos) foi publicada hoje, dia 10, na seção 1 do Diário Oficial da União. A mudança se deu por meio da portaria nº 873, de 6 de julho de 2017, assinada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira.

Entre as modificações, está a nova redação do Anexo I (Distâncias de segurança e requisitos para o uso de detectores de presença optoeletrônicos), alínea "c" (Requisitos para uso de sistemas de segurança de detecção multizona - AOPD multizona em dobradeiras hidráulicas). O Anexo VIII (Prensas e Similares) também conta com mudanças em seu conteúdo, sendo que as obrigações específicas apresentadas nesta portaria para este Anexo representam os requisitos técnicos mínimos de segurança. As máquinas fabricadas antes da publicação desta portaria serão consideradas em conformidade com o Anexo ora aprovado, desde que atendam aos requisitos técnicos de segurança até então vigentes. Além disso, a portaria acrescentou o Anexo IV - Glossário da NR-12 e o Anexo IX que dispõe sobre Injetora de Materiais Plásticos.